
CARLOS
PINTO MENNET
Nascido em
data de 21 de maio de 1909, iniciou a trabalhar, ainda bem moço,
com 14 anos, como professor de Datilografia. Posteriormente, seguindo
seu desejo de Justiça, passou a trabalhar nos cartórios
Judiciais, começando como datilógrafo, passando
a oficial de Justiça, ajudante de escrivão e escrivão
judicial. Nesse mesmo período cursava a Faculdade de Direito,
e logo após formado, em 1931 – OAB/RS 092, prestou
concurso para Juiz de Comarca, obtendo o Primeiro Lugar. Jurisdicionou
as Comarcas de Soledade, Santo Antonio da Patrulha, Osório
e finalmente Viamão.
Exonerou-se da Magistratura em virtude de divergências
com o Tribunal, e após prestou concurso para Justiça
Militar, e mais uma vez logrou classificar-se em Primeiro Lugar.
Desempenhava a função de Juiz Militar, e ao mesmo
tempo exercia sua advocacia, tendo em vista a inexistência
de incompatibilidade para tais desempenhos, à época.
Por isto em 1938 inaugurou o escritório Advocacia Mennet,
sediado em Viamão, porém com abrangência nos
municípios vizinhos de Gravataí, Santo Antonio da
Patrulha, Osório, Guaíba e Porto Alegre.
No município de Viamão, devido a
grande popularidade obtida, mercê dos serviços prestados,
quer seja na área jurídica como na área social,
e da amizade conquistada, Carlos Pinto Mennet elegeu-se duas vezes
Prefeito do Município. Foi cassado e preso pelo golpe militar
de 1964. Irresignado com a injustiça que lhe era imposta,
buscou através da Justiça o retorno de seus direitos
políticos, e foi quem sabe o único brasileiro, naquela
época, que teve a coragem de enfrentar a Redentora judicialmente
e sair vencedor, sendo-lhe restituídos todos os seus direitos
políticos e o cargo de Prefeito que lhe haviam tirado.
Retornou ao cargo de Prefeito, e logo após renunciou demonstrando
sua inconformidade com os estado ditatorial que governava o País.
A partir de então, desiludido com a política, dedicou-se
única e exclusivamente a advocacia até seus últimos
dias, quando já contava com 85 anos.
Seu posicionamento, seu caráter, demonstraram
em todas as suas atividades, ser homem capaz, leal, honesto, inteligente,
estudioso e independente. E desenvolvia sua atividade de advogado,
sempre com o zelo necessário, lutando sempre pelo interesse
de seus clientes dentro dos limites da lei. Por tais motivos,
era conhecido e respeitado pelos colegas adversos, pelos Juízes,
Promotores e os srs. Desembargadores de nosso Tribunal de Justiça.
Faleceu no dia 30 de janeiro de 1994.